A cadeira vazia de Lucas Ribeiro e o medo do debate

Lucas Ribeiro faltou novamente a um debate. Desta vez, à Correio FM. Já chega ao sexto debate que o candidato não comparece. A essa altura, fica difícil tratar como simples problema de agenda. Parece uma escolha: estar onde o ambiente é controlado e evitar onde sabe que terá de responder a perguntas sem roteiro. Quem quer governar a Paraíba nos próximos quatro anos precisa entender uma coisa básica: governador não escolhe as perguntas que recebe.

Debate é confronto. É cobrança. É prestação de contas. Fugir deles pode até ser uma estratégia eleitoral, mas também transmite uma mensagem política bastante clara. Fica a impressão que Ribeiro tem medo de enfrentar os demais candidatos.

No último debate, Lucas foi questionado sobre o fardamento dos policiais penais, que tiveram que comprar do próprio bolso por que o estado não forneceu. Lucas mentiu afirmando que o estado quem comprou os fardamentos, publicou nas redes sociais essa versão que acabou sendo contestada pelos próprios agentes. A postagem foi apagada depois da repercussão. Posteriormente, o próprio secretário de Administração Penitenciária confirmou que os fardamentos mostrados haviam sido comprados pelos policiais.

Talvez esteja aí a explicação para o desconforto com ambientes sem controle: quando a pergunta vem, é preciso responder. Quando a resposta é contestada, não existe botão de apagar.

Para quem quer ocupar a cadeira de governador por quatro anos, seria bom começar aprendendo a ocupar a cadeira do debate.

 

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