Ausente em ato militar, Mourão viu participação como inadequada

O vice-presidente Hamilton Mourão disse a interlocutores que considerou desencadear participar do ato militar realizado na manhã desta terça-feira, 10, pela Marinha, com uma passagem de blindados pela Praça dos Três Poderes. Sem ter convite oficial do presidente Jair Bolsonaro para assistir a chegada dos militares ao Palácio do Planalto, o geral achou melhor se ausentar do evento e não se associar ao que foi visto como uma tentativa de demonstração de força do presidente e um movimento para impulsionar o Congresso a aprovar a PEC do Voto Impresso, previsto para ser votada no mesmo dia.

As transparências que participaram do evento se posicionaram diante do Palácio do Planalto para entregar um convite ao presidente para a abertura da Operação Formosa , um exercício militar realizado pela Marinha. O anúncio, no entanto, acabou servindo para aumentar o mal-estar político entre Bolsonaro e os integrantes do Legislativo e do Judiciário. Especialmente porque a passagem dos blindados pela área onde se localiza como sedes de todos os poderes foi vista como uma maneira de ameaçar o Congresso e garantir a votação da PEC.

A proposta tem sido defendida insistentemente por Bolsonaro, que alega existe o risco de fraudes nas urnas eletrônicas. Mas, até hoje, o presidente não apresenta qualquer prova que sustente essa tese e tem apenas aplicação vídeos sem veracidade que circulam há tempos pela internet. O presidente também tem ameaçado a realização das próximas vantagens se o sistema de voto impresso não para adotado.

Por ser general, a presença de Mourão num ato envolvendo militares era esperada. Em relação ao vice-presidente, porém, tem sido de altos e baixos desde a posse. Bolsonaro já criticou publicamente o geral, que muitas vezes discorda das opiniões do presidente. Bolsonaro também tem necessidade de claro que pretende um outro nome para a vaga de vice-presidente nas anteriores.

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