Avó ganha guarda de bebê abandonada em calçada do Varadouro

A recém-nascida que havia sido encontrada em uma vila no Varadouro, em João Pessoa, foi para casa ontem depois de uma audiência presidida pelo juiz da 1ª Vara da Infância da Capital, Adahilton Lacet. A guarda provisória da menina por 120 dias foi concedida a avó depois que o magistrado e a promotora Soraia Nóbrega entenderam que seria a melhor opção para a criança, que poderá ser amamentada pela mãe.

A jovem que havia deixado a filha em frente a uma casa na rua Índio Piragibe informou que estava arrependida e queria muito cuidar da recém-nascida. “Eu estava com medo. Eu não queria decepcionar minha mãe”, disse. Agora, será feito um acompanhamento da família pelo Conselho Tutelar e da equipe interdisciplinar da Vara da Infância.

“A paternidade poderá ser investigada nesse período. Ela poderá dizer quem é ele e se ele negar, poderá ser feito um teste de DNA”, informou o juiz Adahilton Lacet

O advogado da mãe da menina, Getúlio Souza, disse ter ficado caracterizado que a jovem agiu “num ato de desespero”. Segundo ele, comprovou-se que a moça não pretendia fazer mal à recém nascida: “Ela escondeu a gravidez da família usando cintas e roupas folgadas, disse que ia para a casa de uma amiga quando começou a sentir as dores do parto e ficou nas imediações de onde deixou a criança até verificar que alguém a havia acolhido. No vídeo, ela reluta em deixar a criança… de lá para cá foi um sofrimento”.

Desde que havia sido encontrada e levada à Maternidade Cândida Vargas, a menina foi batizada provisoriamente de Ana Vitória pela equipe que a atendeu. Mas, a mãe preferiu dar a ela o nome de Luna Agnes.

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