Bolsonaro recebe ex-assessor de Trump que criou uma nova rede social depois que presidente foi expulso do Facebook

O ex-assessor do ex-presidente dos EUA Donald Trump e fundador da rede social Gettr, Jason Miller, foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Palácio da Alvorada, nesse domingo (5.set.2021). Miller está no Brasil para divulgar a plataforma que ele criou depois que o seu ex-chefe foi banido do Facebook e do Twitter.

Na 6ª feira (3.set), Miller participou da Cpac (Conferência da Ação Política Conservadora, na sigla em inglês), um dos principais encontros ultraconservadores do mundo. No Brasil desde 2019, o evento foi organizado por Eduardo Bolsonaro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo o Estadão, no Alvorada, o trio falou sobre futebol, liberdade de expressão, situação dos EUA e a viagem de Bolsonaro ao país norte-americano, em setembro. O presidente brasileiro vai participar da Assembleia-Geral da ONU, de 21 a 27 deste mês, em Nova York.

Antes, Miller aproveitou sua estada no Brasil para se reunir com o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e com o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins.

Jason Miller falou que Bolsonaro e os seus 3 filhos – Flávio, Eduardo e Carlos – são afetados pela “censura das big techs”. “A verdade é que a censura das big techs atinge a todos no mundo. No Brasil não é diferente”, explicou.

Desde o seu lançamento, em 4 de julho, a Gettr foi bem recebida no Brasil. O país só perde para os EUA em número de acessos. Em 3º lugar está o Japão.

“Nós temos um suporte feroz, especialmente do presidente Bolsonaro e seus apoiadores. Eles relatam ataques e censura da mídia. Vejo sinergia no que as pessoas esperam que a plataforma mude”, disse Miller, que acrescentou haver uma “grande paixão pela liberdade de expressão” no Brasil.

Sobre as big techs do Vale do Silício, como Twitter e Facebook, Miller avalia que “as pessoas têm frustrações reais” em relação a essas empresas, pois “elas se preocupam sobre discriminação e sobre como controlam o direito à liberdade de expressão”.

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