Brasil ultrapassa 7,5 milhões de casos de covid-19; mortes somam 191.570

O Brasil superou nesta segunda-feira (28), a marca dos 7,5 milhões de casos confirmados de covid-19. Nesta segunda-feira (28), o Ministério da Saúde divulgou que o país registrou 20.548 diagnósticos positivos para a doença nas últimas 24 horas, atingindo um total de 7.504.833 infectados desde o início da pandemia.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o terceiro país com maior número de casos de covid-19 no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia (19.191.583 e 10.207.871, respectivamente, até o início da tarde desta segunda).

De ontem para hoje, o Brasil registrou 431 novas mortes provocadas pela covid-19. Desde o começo da pandemia, foram 191.570 óbitos causados pela doença no país.

Segundo o governo federal, 6.568.898 pessoas se recuperaram da covid-19, com outras 744.365 em acompanhamento.

No momento em que vários países, inclusive da América Latina, anunciam o início da imunização contra covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a minimizar a demora para liberação e aquisição, por parte do governo, de vacinas.

Segundo ele, diante de um mercado consumidor “enorme” no Brasil, os laboratórios é que deveriam estar interessados nos pedidos de autorização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e em vender a vacina ao Brasil.

“O Brasil tem 210 milhões de habitantes, um mercado consumidor de qualquer coisa enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles não apresentam documentação na Anvisa?”, indagou Bolsonaro a um grupo de apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã de hoje.

Bolsonaro voltou a repetir a história de que as bulas de vacinas apontam que a responsabilidade sobre o uso do medicamento e possíveis efeitos colaterais são do consumidor e também que não irá tomar vacina pois já contraiu covid-19.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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