Defesa de Vorcaro pede revogação da prisão preventiva

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva do banqueiro. A medida foi decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira.

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro é apontado como líder de uma organização criminosa voltada à captação de recursos ilícitos. A investigação também sustenta que ele teria estruturado uma rede de monitoramento e influência com potencial infiltração em instâncias de diferentes instituições da República.

No pedido apresentado ao Supremo, os advogados argumentam que já venceu o prazo de 90 dias para a reavaliação dos fundamentos que justificam a prisão preventiva. De acordo com a defesa, esse período terminou no fim de agosto sem que tivesse sido feita uma nova análise sobre a permanência dos critérios que sustentaram a medida.

Os advogados também afirmam que Vorcaro tem buscado colaborar com as investigações e com a Justiça.

Defesa tenta retomar negociação para delação

As propostas de colaboração premiada apresentadas pelo banqueiro foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que as consideraram insuficientes. A defesa, entretanto, tenta reabrir as negociações.

No pedido ao STF, os advogados afirmam que Vorcaro demonstrou disposição para fornecer informações às autoridades, embora tenha tido poucas oportunidades para se manifestar verbalmente.

“As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações”.

A defesa sustenta que a disposição de colaborar deve ser considerada na análise do pedido de revogação da prisão preventiva.

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