
Efraim supera Cícero nas redes sociais e “Foguete” ganha força na corrida pelo Governo
O senador Efraim Filho ampliou sua presença nas redes sociais e já supera Cícero Lucena em número de seguidores nas principais plataformas digitais. O desempenho reforça a estratégia de comunicação do candidato e acrescenta um novo elemento à disputa pelo Governo da Paraíba.
No Instagram, Efraim alcançou 219 mil seguidores, contra 214 mil de Cícero. A vantagem também aparece no X, antigo Twitter, onde o senador soma 28.863 seguidores, enquanto o adversário registra 27.598.
A diferença é mais expressiva no Facebook: Efraim possui 78 mil seguidores, quase o dobro dos 41 mil de Cícero. No TikTok, plataforma especialmente relevante para alcançar o público mais jovem, o candidato do PL também aparece à frente, com 33,2 mil seguidores, diante dos 16,1 mil registrados pelo candidato do MDB.
A ultrapassagem digital ocorre justamente quando a campanha começa a ganhar intensidade nas ruas e abre espaço para uma provocação que interessa ao marketing eleitoral: se o “Foguete” passou Cícero nas redes, conseguirá repetir o movimento na disputa pelo voto?
Embora número de seguidores não seja pesquisa eleitoral — e muito menos garantia de votos —, a presença digital se tornou um dos indicadores da capacidade das campanhas de distribuir conteúdo, gerar engajamento e mobilizar apoiadores.
No caso de Efraim, a estratégia nas redes caminha paralelamente à agenda de rua. O senador tem percorrido municípios paraibanos, participado de encontros políticos e buscado aproximação com diferentes segmentos do eleitorado, tentando transformar a presença física em conteúdo e alcance digital.
Essa combinação também dialoga com o “Pé na Estrada”, projeto que se tornou uma das marcas de sua atuação política. A proposta de percorrer o estado e manter presença constante no interior agora encontra uma espécie de extensão virtual: enquanto Efraim acumula quilômetros pelas estradas da Paraíba, sua campanha tenta avançar também nas telas dos eleitores.
É nesse cenário que o apelido de “Foguete” ganha utilidade para a narrativa eleitoral. A imagem de velocidade e crescimento encontra nos números das redes sociais um argumento para alimentar entre apoiadores a percepção de uma candidatura em movimento.
Para a comunicação da campanha, a vantagem digital também pode servir como instrumento para ampliar o entusiasmo da militância e alcançar eleitores ainda indecisos. O desafio, entretanto, é transformar seguidores, visualizações e engajamento em intenção de voto.
As redes sociais são apenas uma parte da disputa e não substituem pesquisas eleitorais nem permitem antecipar o resultado das urnas. Mas, em uma campanha cada vez mais conectada, oferecem pistas sobre alcance, mobilização e capacidade de ocupar o debate público.
Por enquanto, na corrida digital, o “Foguete” ganhou velocidade e passou Cícero. A ultrapassagem que realmente importa, porém, só poderá ser medida nas urnas.
