
Imprensa nacional vê eleição de Michelle Ramalho como vice na CBF como ‘aceno otimista’
Michelle Ramalho foi eleita a primeira mulher vice-presidente da CBF, destacando-se pelo trabalho em prol do futebol feminino e pela representatividade nordestina em uma gestão mais inclusiva liderada por Samir Xaud.
A eleição de Samir Xaud à presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), oficializada no último domingo, 25, é um aceno otimista à continuidade do desenvolvimento do futebol feminino brasileiro. Com o dirigente, foi eleita vice-presidente Michelle Ramalho, da FPF (Federação Paraibana de Futebol), que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo diretivo na entidade.
Integrante da chapa única ‘Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização’, que elegeu Samir Xaud, Michelle Ramalho é conhecida pelo trabalho em prol do futebol feminino. Aos 47 anos, a nova dirigente é natural de Campina Grande (PB), é advogada e administradora de empresas.
“A gestão do Samir não é só uma promessa de inclusão. Eu fui uma das primeiras convidadas a fazer parte como vice-presidente. Hoje, faço parte da diretoria da CBF, o que me enche de orgulho. E não é apenas por ser mulher, mas por ser nordestina, paraibana, e por representar uma gestão mais participativa e aberta ao diálogo”, disse Michelle ao jornal O Estado de S. Paulo.
Em sua trajetória no futebol, Michelle já tinha quebrado paradigmas ao se tornar, em 2018, a única presidente mulher de uma federação estadual de futebol do Brasil. Ela também foi chefe de delegação da Seleção Feminina na Copa do Mundo da França, em 2019, e na Olimpíada de Paris, em 2024.
Em sua gestão à frente da FPF, a entidade conseguiu organizar, pela primeira vez, um torneio estadual feminino com 11 clubes participantes em 2024.
A atuação da dirigente também apresenta um cenário favorável em uma possível remodelação das Copas do Nordeste e Verde, que reúnem, respectivamente, equipes do Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
“A Copa do Nordeste é um evento importantíssimo para o futebol brasileiro. Precisamos valorizá-la e reconstruí-la com força. Após a realização dessa competição, muitos clubes da região disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, o que representa um grande fomento para o futebol nordestino. Vamos trabalhar para fortalecer ainda mais essa competição tão relevante”, disse Michelle no domingo.
