JOGO SUJO: Procurador de Cabedelo ligado a Vitor Hugo e cunhado do prefeito Neto é flagrado espalhando fake news contra Walber Virgolino

A circulação de um vídeo com conteúdo falso contra o deputado estadual Walber Virgolino (PL) expôs um episódio grave nos bastidores políticos de Cabedelo. O atual procurador do município, Diego Carvalho Martins, cunhado do prefeito Edvaldo Neto ex-procurador na gestão de Vitor Hugo, foi identificado compartilhando o material em grupos de WhatsApp ligados ao ex-prefeito.

Registros mostram que Diego atuou diretamente na disseminação do conteúdo em um grupo intitulado “É VÍTOR HUGO”, onde foram enviados vídeos, documentos e mensagens com o objetivo de espalhar acusações contra Walber. Para aliados do deputado, trata-se de uma tentativa clara de desinformação com fins políticos.

O caso ganha ainda mais peso diante de áudios que circulam entre lideranças e desmontam a narrativa apresentada. Segundo esses registros, não houve qualquer tentativa por parte de Walber ou de sua equipe de intermediação ou articulação irregular. Pelo contrário, o conteúdo integral indica que um terceiro insistia em propostas, enquanto o assessor do deputado negava repetidamente qualquer interesse ou envolvimento.

Há ainda relatos de que o responsável pela gravação admitiu ter agido de má fé por dinheiro, o que reforça a tese de manipulação do conteúdo para gerar desgaste político.

Walber Virgolino se manifestou publicamente e classificou o episódio como fake news. “Tá circulando um vídeo mentiroso, tentando me associar a traficantes. Não acredite nisso. Quem me conhece sabe da minha postura”, afirmou. O deputado também criticou a disseminação do material por aliados do grupo adversário. “Cabedelo precisa de um debate sério, com propostas. Não esse tipo de prática baseada em mentira”, declarou.

A participação de Diego Carvalho Martins no episódio levanta questionamentos ainda mais delicados, já que ele ocupa atualmente a função de procurador do município. Para aliados de Walber, é inadmissível que um agente público esteja envolvido na propagação de conteúdo falso em meio ao debate político. Além disso, Diego já foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba ao lado de Vitor Hugo Castelliano e outros nomes em um processo envolvendo a desapropriação de terrenos na Praia do Poço, em 2019. Na ocasião, o MP apontou o pagamento de R$ 2,6 milhões em um procedimento que teria beneficiado terceiros, com suspeita de desvio de recursos públicos.

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