O PODER DO EXEMPLO: Como Elvis Presley ajudou os Estados Unidos a eliminar a poliomielite

No final da década de 1940, a poliomielite – também conhecida como paralisia infantil ou apenas pólio –, afetava cerca de 35 mil pessoas por ano nos Estados Unidos. O vírus, que infectava principalmente crianças, era fatal em 20% dos casos em que a pessoa desenvolvia o problema.

O cenário deveria ter melhorado em 1955, com a chegada da vacina do médico Jonas Salk. Infelizmente, não foi bem isso que aconteceu. O imunizante, produzido pelos laboratórios Cutter, era confiável, e composto pelo vírus inativado. Contudo, alguns dos primeiros lotes distribuídos para a população estavam alterados, e traziam o vírus ativado em suas doses. Resultado: 40 mil casos de poliomielite, causados tanto pela vacinação indevida quanto pela transmissão natural do vírus. O episódio ficou conhecido como Incidente Cutter.

Mesmo após o problema ser resolvido, os americanos continuavam com medo da vacinação. Além disso, eram necessárias três doses da vacina para obter a imunização, e cada uma custava entre US$ 3 e US$ 5 – valor que, hoje em dia, equivaleria a US$ 30 e US$ 50. Pelo alto preço, famílias com muitos filhos optavam por dar menos doses a eles – o que não era efetivo. Como se não bastasse, jovens enxergavam a doença como algo exclusivo das crianças e escolhiam não se vacinar.

Rei do rock (e da saúde pública)

No dia 28 de outubro de 1956, Elvis Presley chegou para salvar o dia. O astro subiu no palco do The Ed Sullivan Show, o programa de televisão mais popular dos EUA naquela época. Lá, ele cantou sucessos como “Love Me Tender” e “Hound Dog”. Mas, antes disso, cumpriu um pedido da March of Dimes (antiga Fundação Nacional para a Paralisia Infantil). O cantor, que tinha 21 anos, posou para as câmeras enquanto recebia a vacina contra a poliomielite.

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