O que se sabe sobre professor que deu suposto chá com sêmen a alunas

Hallan Richard Morais, 26, foi preso em flagrante em Porto Nacional (TO), no dia 25 de abril, suspeito de oferecer um líquido contendo sêmen a alunas, com a justificativa de que a substância ajudaria na melhora das cordas vocais.

O caso está sendo investigado como tentativa de violação sexual mediante fraude. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Hallan confessou o crime e permanece preso preventivamente na Unidade Penal de Porto Nacional. A substância está sendo periciada.

Professor se apresentava como cristão e guitarrista

Hallan dizia ser cristão e músico. Em suas redes sociais, ele postava vídeos tocando guitarra na igreja ou em casa.

Se identificava como produtor e professor. Nas plataformas digitais, Hallan se apresentava como professor de canto, produtor de áudio e vídeo.

Usava a música como abordagem. Segundo as vítimas, ele oferecia o “chá” antes das aulas de canto, alegando que melhoraria o desempenho vocal.

A empresa onde Hallan Richard trabalhou manifestou repúdio e informou que o professor de canto não presta mais serviços para o local. A empresa é citada no perfil de Hallan nas redes sociais.

Ante a gravidade, reprovabilidade e repercussão do caso envolvendo a prisão de Hallan Richard em 25/04/2025, por possíveis ilícitos sexuais, a Vegas Assessoria de Marketing vem publicamente esclarecer que a menção ao nome da empresa existente na conta de Instagram de Hallan Richard se dá somente pelo fato dele ter prestado serviços em setembro e outubro de 2023, afastado das atividades da empresa desde então.
A Vegas Assessoria de Marketing manifesta total repúdio a toda e qualquer conduta ilícita a ele imputada e confia no Poder Judiciário para que, comprovada a autoria e materialidade dos fatos, haja a devida responsabilização.

Família do suspeito se solidariza com possíveis vítimas

Familiares repudiaram as acusações. Em nota, a família de Hallan disse “manifestar publicamente seu total repúdio a toda e qualquer conduta ilícita a ele imputada”.

Confiança no Judiciário. A nota também afirma que a família “confia no Poder Judiciário para que, comprovada a autoria e materialidade dos fatos, haja a devida responsabilização”.

Solidariedade às vítimas. Diante da gravidade do caso, a família afirmou que “atravessa um momento de grande sofrimento” e se solidariza com as possíveis vítimas.

Suspeito confessou, e chá está em análise

Hallan confessou o crime. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, ele “foi ouvido e confessou o crime”.

Substância será periciada. A SSP-TO informou que “foi solicitada a realização de exame pericial para confirmar se de fato trata-se mesmo de sêmen ou não”.

Amostras foram apreendidas. “Quanto às substâncias apreendidas nos frascos, foi solicitada a realização de exame pericial”, afirmou a SSP-TO.

Celular e HD estão sendo analisados. “Já quanto ao HD e ao celular do indivíduo, foi solicitada autorização judicial para acesso e posterior extração de dados para constatar se tem conteúdos gravados das vítimas ou a existência de materiais como pornografia infantil, dentre outros”, declarou a SSP-TO.

Crime foi autuado como tentativa de violação sexual mediante fraude. A Secretaria disse que ele foi autuado por tentativa – “uma vez que a vítima em questão não chegou a ingerir a substância entregue por ele”.

“Após os procedimentos legais cabíveis, ele foi encaminhado para a Unidade Penal de Porto Nacional, ficando à disposição do Poder Judiciário”, disse a SSP-TO.

Investigado por outro caso. A SSP-TO afirmou que “ele figura como possível suspeito em outro inquérito policial instaurado em 2021 e que, pela natureza criminal, tramita em segredo de justiça na 72ª Delegacia de Polícia de Luzimangues”. Os detalhes dessa investigação não foram revelados, mas segundo a imprensa tocantinense, trata-se de uma suspeita de estupro de vulnerável.

Hallan Richard Morais está sendo atendido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins. 

Como denunciar

Denúncias podem ser feitas. “Caso haja outras vítimas, as mesmas podem acionar a Polícia via 190, 180, APP Salve Mulher ou ainda procurar a 72ª Delegacia de Luzimangues”, orientou a SSP-TO.

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