O tombo político de Aguinaldo: da pose de “todo poderoso” à piada da federação

A reunião nacional da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas, deixou um recado direto para a Paraíba: quem dita as regras não é Aguinaldo Ribeiro. O deputado, acostumado a impor sua vontade e posar como “dono do tabuleiro político”, tentou enquadrar João Azevêdo, a base aliada e até a própria federação União Progressista numa entrevista concedida dia 29 de julho na rádio Pop FM. Após as bravatas de Ribeiro, chegou 19 de agosto e o deputado amarga o resultado da indefinição da presidência da federação na Paraíba. Saiu menor do que entrou. Resta saber se a base aliada vai ceder aos caprichos de Ribeiro, que afirmou na entrevista que a definição da chapa governista deve sair até fim do mês.

A Folha de São Paulo cravou que a definição sobre o comando da federação em estados complexos, como a Paraíba, só será tomada em abril. Isso, na prática, confirma o que o senador Efraim Filho repete desde a formação do bloco: 2025 é ano de observação e construção, e só em 2026 se decide quem realmente tem musculatura para conduzir o projeto nacional.

Aguinaldo chegou a acreditar que poderia impor sua vontade sobre a federação, pautando a disputa estadual a seu modo e no seu tempo, garantindo inclusive que seria nesta terça-feira (19) que a federação iria definir o comandante na Paraíba a seu favor. Tentou passar a imagem de articulador nacional e homem forte, mas o recado da cúpula foi cristalino: não é ele quem manda. A decisão será técnica, baseada em quem tiver mais força real no próximo ano.

O efeito imediato é devastador para Aguinaldo. Sua tentativa de se colocar como figura central caiu por terra. “Cadê? Não era hoje? Não ia assumir?”, ironizam aliados e adversários, lembrando que o discurso do deputado perdeu o prazo. O “todo poderoso” foi colocado no seu devido lugar.

Enquanto Aguinaldo esbraveja, Efraim adota a tática da paciência. Evita rompantes, prefere o diálogo e reforça que este é o momento de alianças. O senador já dizia que a disputa só faria sentido no tempo certo, com os números na mesa. Agora, vê sua narrativa chancelada por um dos principais veículos do país.

Os dados seguem rolando. Aguardemos os próximos capítulos.

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