Pedro candidato a federal: cauda ou puxador de votos?

Antes era “não vou disputar, sai da política”. Mas, pelos movimentos recentes, Pedro Cunha Lima parece estar cada vez mais perto das urnas. Quando rejeitou a possibilidade de ser vice de Cícero Lucena, a justificativa foi de que não pretendia disputar cargos e que iria se dedicar aos estudos. Agora, porém, volta a ocupar espaço nas redes sociais, comenta problemas da gestão pública e até tem repostado publicações em que era chamado de “deputado”.

Pode ter sido apenas uma coincidência. Na política, raramente é. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a recusa em compor a chapa majoritária pode ter sido uma forma de manter aberto um projeto próprio para essas eleições, especialmente uma candidatura a deputado federal.

Se isso acontecer, o impacto dentro do PSD será inevitável. Pedro entraria na disputa como um dos nomes mais competitivos do partido, podendo alterar os planos de quem já trabalha pela reeleição ou por uma vaga na Câmara Federal, como Mersinho Lucena, Wellington Roberto e Johnny Bezerra.

Afinal, presidente do PSD, Pedro não seria apenas mais um candidato. Com o capital eleitoral acumulado desde a disputa pelo Governo em 2022, chegaria com potencial para concentrar atenções, votos e protagonismo dentro da legenda.

A dúvida agora é se a história de que havia saído não passou de uma conveniente pausa estratégica para esconder uma candidatura que, aos poucos, começa a aparecer.

Pergunto aos deputados federais de mantado do partido: Pedro candidato a federal seria calda ou puxador de votos?

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