
Ricardo Veloso desafia Léo e Cícero, nega crise do lixo e questiona saída emergencial em João Pessoa
A crise na coleta de lixo em João Pessoa ganhou um novo componente político: a divergência pública entre o discurso do diretor da Emlur, Ricardo Veloso, e a posição adotada pelo prefeito Léo Bezerra e pelo ex-prefeito Cícero Lucena. Enquanto Léo admite a possibilidade de medidas emergenciais e Cícero reconhece dificuldades na operação, Veloso insiste em negar que exista uma crise e ainda questiona a contratação emergencial como alternativa para conter o problema.
A postura do diretor da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana expõe um choque de versões dentro da própria estrutura administrativa da Capital. O caso começou a ganhar maior repercussão após moradores de diferentes bairros relatarem atrasos na coleta e acúmulo de lixo nas ruas, cenário que levou a Prefeitura a cobrar respostas das empresas responsáveis pelo serviço.
Léo Bezerra já afirmou que, se houver descumprimento contratual por parte das empresas, não terá dúvida em adotar um plano emergencial e contratar uma nova empresa para garantir a continuidade da coleta. O prefeito declarou que poderá colocar “o plano emergencial em João Pessoa” e fazer uma contratação emergencial até a conclusão da próxima licitação. Cícero Lucena também reconheceu que há problema na coleta. Em entrevista à Rádio Santa Maria, de Monteiro, o ex-prefeito afirmou que João Pessoa tem duas empresas prestando o serviço e que uma delas enfrenta dificuldade operacional.
O confronto ficou mais evidente quando o diretor da Emlur comentou a possibilidade de contratação emergencial. Ao invés de reforçar a saída apresentada por Léo como alternativa para garantir a coleta, Veloso colocou ressalvas sobre esse tipo de medida e afirmou que o contrato emergencial pode gerar questionamentos.
O problema deixa de ser operacional e passa a ser também político. Ao negar a crise e questionar a contratação emergencial, Veloso não apenas tenta reduzir a gravidade do caso, mas desafia a linha adotada pelo prefeito, que já se movimenta para explicar à população que há um problema real e que medidas estão sendo preparadas.
Enquanto a população cobra a regularização da coleta, a gestão municipal precisa lidar com um desgaste adicional: a falta de unidade no discurso. E, nesse ponto, Ricardo Veloso acabou se tornando o principal foco de contradição ao desafiar publicamente a narrativa de Léo e Cícero sobre a crise do lixo em João Pessoa.

