TEM QUE EXPLICAR: Câmara Municipal de Alagoinha questiona gestão sobre altos gastos com combustível e com escritório do cunhado

Os gastos com combustível e com um escritório de contabilidade da cidade de Alagoinha repercutiram na Câmara de Vereadores da cidade. Após as informações saírem no ExpressoPB a prefeitura emitiu uma nota, resumindo os dados tirados do sistema de transparência do Tribunal de Contas do Estado a “fakenews”.

Os parlamentares queriam que a gestão da prefeita Maria de Zé Roberto explicasse o valor superior a R$700 mil com gasolina e a cifra de R$136 mil com um escritório de contabilidade que pertece ao cunhado da prefeita. O escritório Silva & Melo é de propriedade de Ardiles Melo Silva, casado com uma irmã da prefeita.

O vereador Davi Casimiro provocou o debate e indagou a prefeita e o seu líder na casa sobre os gastos:

O vereador Vitor Beltrão também questionou a prefeitura sobre os valores e rebateu a nota que disse que os gastos seriam “fakenews”: “Não é fakenews não, prefeita, tá aqui no site do Sagres”. Vitor ainda questionou a presença de servidores da prefeitura que também trabalham no escritório de contabilidade e coincidentemente são parentes do cunhado da prefeita. Segundo Vitor, a situação seria ainda mais grave pois a ex esposa do sobrinho do prefeita seria responsável pelo pagamento da folha da prefeitura, outro sobrinho, identificado como Anacleto, também estaria recebendo pela prefeitura para trabalhar no escritório: “Tem muito mais coisa”.

Confira o áudio do vereador:

O vereador da situação, Marcondes de Durval, saiu em defesa da gestão e disse que os gastos são “normais”: “Gastar isso de R$100 mil por mês é normal para uma prefeitura”. O vereador ainda disse que uma pessoa gasta R$1 mil reais de forma individual por mês por conta do aumento no valor do combustível. Marcondes elencou os gastos da prefeitura e disse que atualmente a gestão faz de quatro a cinco viagens por dia para a capital para atender demandas.

Escute o vereador Marcondes:

R$700 MIL EM GASOLINA E R$136 MIL PRO CUNHADO: TCE pode ter que investigar gastos de Alagoinha durante pandemia

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