
Lucas bateu pino e fugiu do debate
O debate da TV Master começou com uma cena que diz muito sobre a disputa atual pelo governo: Efraim foi. Cícero foi. Lucas Ribeiro fugiu. O candidato que quer continuar governando a Paraíba não teve coragem de sentar diante dos adversários, ouvir perguntas e defender o próprio governo.
Não faltou convite. Faltou coragem. A assessoria de Lucas havia confirmado presença, mas o candidato não foi. Debate não é inauguração, palanque ou discurso ensaiado. É pergunta, réplica, tréplica e cobrança. É onde o candidato mostra se conhece os problemas do estado e se tem preparo para enfrentá-los.
Lucas preferiu não correr esse risco. Bateu pino.
A ironia é inevitável: há tempos se diz na política paraibana que Lucas ocupa a cadeira de governador, mas quem manda de verdade é o tio. Hoje, sua ausência ajudou a alimentar exatamente essa narrativa. Nesta segunda, Lucas falta ao debate e o tio Aguinaldo vai à TV Arapuan defender o governo no programa Frente a Frente.
Se é Lucas quem manda, por que não apareceu para defender o próprio governo? Se é ele quem decide, por que não foi responder pelas próprias decisões? Talvez porque, no debate, não exista tio para responder por ele, nem equipe de marketing para escolher a pergunta.
Existe candidato, adversário e eleitor. E existe uma cadeira vazia.
Lucas perdeu a oportunidade de mostrar que é ele quem está no comando. E deixou uma pergunta no ar: afinal, quem está com a caneta na mão?

