NO SERTÃO DA PARAÍBA: João Azevedo se reúne com professor da USP para discutir instalação do primeiro radiotelescópio do Brasil

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) se encontrou com o professor Elcio Abdalla, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) na última segunda feira, 16 de agosto, para discutir os próximos passos para instalação do BINGO, o primeiro radiotelescópio do Brasil, que ficará na cidade de Aguiar, na Serra do Urubu, no sertão do estado. A região foi escolhida pelas suas ótimas condições de visibilidade e baixa poluição eletromagnética.

Também estiveram presentes outros representantes do BINGO, das Universidades e Institutos envolvidos (USP, UFCG e INPE), além de membros do Governo da Paraíba.

A instalação do radiotelescópio está nas etapas iniciais e, havendo concordância entre todos os comprometidos com o projeto, a previsão é de que ele esteja totalmente pronto em 2022. O objetivo principal do BINGO é observar o que acontece no céu brasileiro, desde fenômenos como rajadas rápidas de rádio, estrelas e satélites, mas também tentar entender melhor a estrutura do Setor Escuro, que compõe a maior parte do universo (95%) e sobre a qual pouco se sabe.

Além do conhecimento científico e tecnológico e mão de obra qualificada, o BINGO também promoverá atividades educacionais voltadas para os jovens da região, com visitas guiadas e aulas de ciências em escolas das redondezas. E tem potencial para se tornar um grande atrativo turístico da Serra do Urubu, como já acontece em projetos semelhantes em Porto Rico, por exemplo. Foi discutido um plano para incrementar o turismo na região através de museus e apresentações no local e nas cidades vizinhas de Sousa e Cajazeiras.

Todo o projeto foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), além da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do governo do Estado da Paraíba. O BINGO também conta com a colaboração internacional da China e Reino Unido e com pesquisadores independentes dos Estados Unidos, Coréia do Sul, França, Alemanha, Itália, Espanha, África do Sul e Suíça.

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