| Foi com essas palavras que Donald Trump descreveu a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças armadas dos Estados Unidos na madrugada deste sábado. |
| A ação ocorreu após um ataque militar americano de grande escala contra alvos em Caracas e em outras regiões do país, com registros de explosões e aeronaves voando em baixa altitude. |
| Segundo relatos, a operação envolveu a Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA. |
| Autoridades venezuelanas, incluindo a vice-presidente Delcy Rodríguez, exigiram provas de que ele está vivo e classificaram a operação como um ato de agressão. |
| Ao mesmo tempo, fontes da oposição venezuelana sugerem que a saída do presidente pode ter envolvido algum tipo de negociação. |
| Mas e agora, o que acontece? |
| 1. Na política |
- Fim abrupto do regime chavista após mais de duas décadas, criando um vácuo de poder;
- Constitucionalmente, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiria, mas a legitimidade do governo restante é questionada internacionalmente;
- Possibilidade de transição para um governo interino mais alinhado com a oposição (como María Corina Machado ou Edmundo González), com potencial para eleições livres e reconstrução democrática. María Corina e oposição já se colocam prontos para assumir o controle do país.
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| 2. Na economia |
- Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. A produção atual (1,1 milhão de barris/dia) não foi significativamente afetada nos primeiros relatos (instalações da PDVSA intactas), mas uma transição caótica poderia causar disrupções temporárias.
- Curto prazo: possível volatilidade nos preços do petróleo, com alta inicial por incerteza (especialmente no crude pesado exportado para China e Índia).
- Longo prazo: se as sanções americanas forem suspensas e investimentos estrangeiros retornarem, a produção poderia aumentar substancialmente, pressionando preços para baixo e beneficiando consumidores globais (alinhado ao objetivo de Trump de manter gasolina barata nos EUA).
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| 3. Ao redor do mundo |
- Condenações fortes: Rússia, Irã, Cuba e aliados (como Honduras) denunciaram como “agressão imperialista”, violação da soberania e do direito internacional.
- Apoio: Presidentes como Javier Milei (Argentina) saudaram como “avanço da liberdade”. Outros líderes de direita na região veem positivamente.
- Enfraquecimento do eixo antiocidental: Maduro era aliado chave de Rússia, China, Irã e Cuba (apoio financeiro, inteligência e ideológico). Sua remoção reduz influência desses países na América Latina e pode isolá-los mais.
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| E o que realmente fica claro: Trump realmente cumpre sua palavra, já que desde o início de sua campanha havia dito que capturaria Maduro, mesmo com especialistas dizendo que seria improvável. |
| O americano também manda um sinal claro de que vai agir diretamente contra ditaduras e qualquer indício de comunismo em seu “quintal” — o Ocidente. |
| E o Brasil? |
| O presidente Lula condenou veementemente a operação militar dos EUA, classificando os bombardeios e a captura como “linha inaceitável”, “afronta gravíssima à soberania venezuelana” e “precedente perigoso” para o direito internacional e a paz na América Latina. |
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| Lula convocou reunião de emergência no Itamaraty (com ministros e assessores) para avaliar impactos. |
| Um desdobramento não óbvio pode ser um novo fluxo migratório por Roraima: Desde 2018, já recebemos mais de 500 mil e a tendência é que, com cenário de instabilidade, mais venezuelanos venham para cá. No momento, a fronteira com a Venezuela está fechada. |
| Por último: O ataque também pode enfraquecer a liderança brasileira na América Latina, já que Lula defendia uma solução negociada — o que não ocorreu. |
| Para aprofundar |
| Nossa missão é e sempre será fazer a melhor curadoria para você, pois acreditamos que as conclusões são sempre da audiência. Por isso, seguem os tweets que mais fizeram nosso time pensar nas últimas horas: |
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