
Renan Santos achou que estava destruindo barricada de facção, mas era só lixo
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba afirmou, nesta quinta-feira (20), que o material retirado pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) de uma via no bairro do Grotão, em João Pessoa, era composto por lixo e entulhos, e não uma barricada instalada por uma facção criminosa.
A manifestação ocorreu um dia após o candidato, durante agenda na Paraíba, afirmar que havia retirado uma barricada utilizada por criminosos para dificultar o acesso à comunidade. Sem citar nominalmente Renan Santos, a secretaria destacou que o enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade das forças de segurança do Estado.
Durante a passagem pelo Grotão, Renan Santos contratou um trator para remover lixo e entulhos de uma via. Segundo o candidato, o material era utilizado por criminosos como uma barricada.
Em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, o candidato também retirou de um poste e destruiu uma câmera que, segundo ele, havia sido instalada por uma facção criminosa.
Em nota, a Secretaria de Segurança informou que diversas operações contra o crime organizado foram realizadas na Paraíba somente neste ano, resultando em prisões e apreensões de armas e drogas. A pasta ressaltou que as ações são realizadas de forma integrada com forças de segurança de outros estados e envolvem planejamento, prevenção, repressão qualificada, inteligência policial e uso de tecnologias.
“O trabalho das forças de Segurança é baseado em capacidade técnica e treinamento das polícias, necessários para lidar com a criminalidade, protegendo, sobretudo, a vida dos cidadãos”, afirmou a secretaria.
O comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo, também contestou a versão apresentada por Renan Santos sobre a existência de uma barricada no Grotão.
“Não existia barricada. Aquilo eram entulhos e lixo”, afirmou o comandante.
A agenda de Renan Santos na capital foi marcada pela defesa de medidas mais duras no combate ao crime organizado. Durante a passagem pelo Estado, o candidato também defendeu operações conjuntas entre os governos federal e estaduais, intervenção federal no Rio de Janeiro, aumento de penas para crimes como roubo de celulares e ações contra lideranças criminosas.
Renan Santos ainda afirmou que, caso seja eleito, poderá deixar de cumprir decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal que, segundo ele, interfiram em operações de segurança pública.
Confira nota da Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba afirma que o enfrentamento ao crime organizado é prioridade para as Polícias do Estado.
Só este ano, diversas operações foram realizadas em território paraibano com esse objetivo, resultando em prisões, apreensões de armas e drogas, descapitalizando e sufocando a atuação das chamadas facções criminosas.
A atuação contra esses grupos não se restringe à Paraíba, mas também acontece de forma integrada com outros outros estados do Nordeste e do Brasil. As ações abrangem planejamento, prevenção, repressão qualificada, inteligência policial e uso de tecnologias, que vão muito além de retirada de entulhos de uma via pública.
O trabalho das forças de Segurança é baseado em capacidade técnica e treinamento das polícias, necessários para lidar com a criminalidade, protegendo, sobretudo, a vida dos cidadãos.
