Secretário de CG pede inspeção para que justiça verifique que denúncia de pele de frango frito servida para crianças é inverídica

A Prefeitura de Campina Grande contestou, na noite desta terça-feira (07), a ação movida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) na Justiça, onde acusou a gestão de fornecer “pele de frango frita” a crianças atendidas em casas de acolhimentos. Em nota, a Secretaria de Assistência Social disse que a informação presente no processo “não corresponde à realidade das unidades”.

O juiz João Lucas Souto, da Vara da Infância e Juventude, determinou a adoção urgente de medidas para solucionar os problemas apontados pelo MP nas Casas da Esperança I, II, III e IV. Dentre as irregularidades estavam a oferta de “pele de frango frita” e macarrão instantâneo em uma das unidades e infraestrutura irregular.

De acordo com o secretário Fábio Thoma, a pasta está apresentando os esclarecimentos à Justiça e destaca que grande parte das situações mencionadas na ação já havia sido identificada e solucionada ao longo desse período.

“Reitero, mais uma vez, a necessidade de uma nova inspeção, no sentido de verificar in loco todas essas informações que condizem com a verdade e o respeito que temos com os nossos usuários, em especial, crianças e adolescentes em acolhimento”, destacou o secretário da Semas, Fábio Thoma.

De acordo com a Semas, a alimentação oferecida às crianças e adolescentes segue protocolos de fornecimento e inclui proteínas como carnes bovina e de frango, ovos, leite, queijos e outros alimentos adequados às diferentes faixas etárias.

Atualmente, as quatro Casas da Esperança acolhem 73 crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos incompletos, sob acompanhamento de equipes multidisciplinares compostas por coordenadores, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, técnicos de enfermagem e educadores físicos.

“A mudança se deu a pedido do secretário Fábio Thoma, porque vimos que a Casa não tinha condições físicas para o acolhimento institucional. Portanto, tudo o que se refere aos quatro relatórios das Casas, feitos pelo MPPB, foi exaustivamente pontuado dentro da assistência social e resolvido com a mudança de endereço da Casa 4”, destaca Paulineto Sarmento, chefe de Gabinete da Semas.

Sobre a oferta de pele de frango frita apontada pelo MP, Thoma disse que a Casa 3 “acolhe crianças de 0 a 6 anos de idade e têm como principal alimentação, a proteína do leite. São utilizados leites das marcas Neocate e Aptamil, específicos para crianças que têm intolerância à lactose.

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