Trump elogia Flávio Bolsonaro após encontro na Casa Branca e diz que senador “ama muito o Brasil”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (2) uma mensagem nas redes sociais em que elogia o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma semana após recebê-lo no Salão Oval da Casa Branca.

Na publicação feita na plataforma Truth Social, Trump compartilhou fotografias ao lado de Flávio Bolsonaro, do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo. O presidente norte-americano destacou a relação com o parlamentar brasileiro e ressaltou sua admiração pelo país.

“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”, escreveu Trump.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi apresentada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Diante da decisão, Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado diretamente a Trump que evitasse a aplicação de sanções contra empresas brasileiras. Segundo o senador, ele também defendeu que qualquer discussão mais ampla sobre as relações comerciais entre os dois países seja retomada após as eleições presidenciais brasileiras.

“A partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar com vocês e negociar de igual para igual”, declarou Flávio.

A proposta tarifária é resultado de uma investigação iniciada em julho de 2025 pelo USTR, que classificou como “irrazoáveis” algumas práticas adotadas pelo Brasil. O órgão abriu consulta pública sobre um pacote de medidas corretivas que inclui a taxação de produtos brasileiros, embora preveja exceções para determinados setores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as negociações com o governo brasileiro foram intensificadas ao longo do último ano, mas não resultaram em consenso sobre os pontos levantados pela investigação.

“Continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, afirmou Greer em comunicado oficial.

 

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