
Polícia Federal identifica que Pixbet pode ter usado 549 CPFs de pessoas mortas
Segundo a PF, alguns dos registros pertenciam a pessoas mortas há mais de 20 anos. Os dados teriam sido utilizados em operações de câmbio para atribuir a terceiros movimentações destinadas ao envio de recursos ao exterior.
A investigação aponta que, mesmo após a identificação de irregularidades e a emissão de alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), CPFs suspeitos continuaram aparecendo nas transações.
Dinheiro teria passado por Curaçao
De acordo com a Polícia Federal, recursos provenientes de apostas teriam sido enviados ao exterior por empresas de compensação financeira e direcionados a uma empresa registrada em Curaçao.
Posteriormente, o dinheiro retornaria ao Brasil como pagamento por supostos serviços. A investigação suspeita que notas fiscais tenham sido utilizadas sem a efetiva prestação desses serviços para dar aparência lícita aos recursos.
A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e teve autorização judicial para bloqueio de até R$ 1,1 bilhão.
Após a operação, o Ministério da Fazenda determinou a suspensão da atuação da Pixbet, além do cancelamento das apostas em andamento e devolução dos valores aos usuários.
A defesa da empresa informou que foi surpreendida pela operação e que se manifestaria após ter acesso à decisão judicial.
